Sílvio Acácio Borges toma posse na Confederação Brasileira de Judô

Catarinense foi aclamado presidente em Assembleia da CBJ realizada no dia 4 de março, no Rio de Janeiro.

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Ex-presidente da Federação Catarinense de Judô, Sílvio (direita) passa a comandar a maior entidade do judô no Brasil. Foto; Divulgação/CBJ.

            O joinvilense Sílvio Acácio Borges, 58 anos, tomou posse nesta sexta-feira (31) como novo presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). Então presidente da Federação Catarinense de Judô (FCJ), Sílvio foi eleito em Assembleia Geral Ordinária da CBJ no dia 4 de março por aclamação por 26 federações. Com mandato até 2021, substitui Paulo Wanderley Teixeira. “Gostaria de agradecer o apoio maciço dos presidentes das Federações Estaduais, clubes e atletas, representados pelo Luciano Correa. Em minha trajetória na modalidade, passei por todos os níveis: aprendizado, alto rendimento, ensino, arbitragem e gestão. Será um grande desafio mas o objetivo é dar continuidade ao excelente trabalho desenvolvido pelo professor Paulo Wanderley Teixeira e manter o judô entre os esportes mais vitoriosos do país”, disse o presidente eleito.

“O presidente eleito foi um nome de consenso com todo o judô brasileiro e, por isso, hoje foi aclamado por unanimidade. Eu confio muito no potencial dele porque fez um grande trabalho à frente da Federação Catarinense de Judô. Com a cooperação dos colaboradores da CBJ e a visão que o Silvio Acácio tem, tenho certeza que o judô irá avançar ainda mais”, afirmou Paulo Wanderley Teixeira. Compõem a chapa eleita até 2021 José Nilson Gama de Lima (AL) como primeiro vice-presidente; Danys Queiroz (PI), segundo vice-presidente; e Seloí Totti (RO) como terceira vice-presidente; e, por fim, Gilmar Cotrim Camerino e Berto Igor Caballero Cuellar como membros efetivos do Conselho Fiscal.

Perfil

            Silvio Acácio Borges nasceu em 16 de fevereiro de 1959 em Joinville, maior cidade de Santa Catarina. A paixão pelos esportes de combate tomou forma aos 9 anos, quando começou a praticar judô com o sensei Kenzo Minami, ao lado de Roberto David da Graça, o Cocada, formando uma equipe que foi multicampeã em Santa Catarina durante mais de uma década.

Em meados dos anos 1970, tornou-se judoca de alto rendimento. Foi o primeiro atleta catarinense a participar e conquistar medalha, o bronze, em um Campeonato Brasileiro Juvenil, o de 1975.  No mesmo ano, foi vice-campeão sênior nos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Nos dois anos seguintes, sagrou-se campeão dos Jasc. A carreira como técnico começou cedo, aos 21 anos, em 1980, quando se tornou técnico da cidade de Jaraguá do Sul.

Em 1982, voltou à sua cidade natal para assumir a equipe de judô.  Dois anos depois, em Joinville, Sílvio, ao lado de Icracir Rosa, fundou a Associação Colon de Judô. A academia atende cerca de 400 atletas de todas as idades e realiza trabalhos sociais com crianças de baixa renda, em convênio com a Missão Criança, e com deficientes visuais , numa parceria com a Associação Joinvilense de Deficientes Visuais (Ajidevi).

Paralelamente à carreira como professor de judô, iniciou sua caminhada como árbitro, influenciado pelos senseis Kenzo Minami e Kenjiro Hironaka, ambos árbitros de destaque nacional. Em 2011, durante a Copa do Mundo de El Salvador, foi aprovado no exame da Federação Internacional de Judô e chegou à graduação de FIJ A, a maior da arbitragem mundial. Foi o primeiro catarinense a conseguir tal feito e o 14º da história do Brasil.
Em 2012, foi eleito por aclamação como presidente da Federação Catarinense de Judô (FCJ) para o quadriênio 12-16. Realizou uma administração marcada pela democratização e modernização do judô catarinense, transformando a Federação em uma das únicas a realizar todos os eventos através da plataforma Zempo, sistema disponibilizado gratuitamente pela CBJ para todas as Federações Estaduais, e tornando a FCJ a Federação com mais atletas inscritos na plataforma. Antes da presidência, passou por várias áreas dentro da Federação Catarinense, sendo duas vezes vice-presidente e coordenando a arbitragem por muitos anos.

É formado em Educação Física (Univille – 1982) e Fisioterapia (ACE – 1992) e é mestre em Ciência da Educação (UPAP – 2006). É casado há 36 anos com Juraci Borges e pai de Breno Acácio Borges.

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