Luta olímpica dos JESC é exemplo de inclusão social

Alguns dos atletas participantes viram no esporte a chance de mudar de vida

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Talita Gabriela (esquerda), de Blumenau, está entre as atletas que participam da luta Olímpica, que pelo segundo ano integra o programa de disputas dos JESC. Foto: Antônio Prado.
     Sempre se ouve que o esporte é um elemento de inclusão social, principalmente para uma camada mais carente da população. Promovidos pela Fesporte em parceria com a prefeitura de São José, nos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), para estudantes de 12 a 14 anos, que estão sendo realizados em São José, a luta olímpica é um exemplo disso. Ao todo 33 estudantes de escolas de Gaspar, Blumenau, Garopaba, Tubarão e Cocal do Sul participam da competição que ocorre neste sábado, 4, no ginásio João Martins, no bairro Areias.
     Alguns dos atletas participantes viram no esporte a chance de mudar de vida. O professor Douglas Freitas, faixa preta em jiu-jítsu, e que há cinco anos trabalha com 120 crianças e adolescentes carentes dividas em dois projetos sociais em Gaspar e Blumenau, afirma que se não fosse o jiu-jítsu e a luta livre muitas dessas crianças teriam caído no mundo das drogas. Cerca de 30 alunos seus participam da luta livre nos Jesc.
     “Alguns deles moram em áreas de vulnerabilidade e a luta olímpica os tirou do caminho do tráfico, pois a droga, às vezes, passam na porta deles”, ressalta. Em solo blumenauense o projeto é denominado de Projeto Fritz e em Gaspar Praça Céu.
     Matheus Fernandes Ferreira, 14 anos, é um dos alunos de Douglas. Ele participa dos Jesc pela primeira vez na categoria peso médio (44 a 52 quilos) e está empolgado com a competição. Aluno da 7ª série da Escola Municipal Zenaide Schimidt Costa, de Gaspar, ele se encantou pela luta olímpica há cinco meses quando viu uma apresentação no Projeto Praça Céu, no bairro Gaspar Mirim. Trocou o caratê pela nova modalidade “Acho um esporte bem interessante porque é diferente e tem muita adrenalina”, conta.
     O amigo de escola de Matheus, Gabriel da Cunha Santos, 15 anos, é outro que se apaixonou pela luta olímpica e está confiante em sua participação na categoria pesado (77 a 85 quilos). “Vim pra vencer. É meu sonho, mas seja o que Deus quiser”, prega.
     Dos 33 atletas que participam do torneio 12 são mulheres. Talita Gabriela da Silveira, 16 anos, peso médio (52 a 66 quilos), estudante do 2º ano da Escola Estadual João Widemann, de Blumenau, é uma apaixonada pela luta olímpica e já experimentou modalidades como MMA, taekwondo e caratê e já almeja o boxe. “Ainda estou na dúvida se serei uma atleta ou biomédica, mas enquanto não resolvo esta dúvida continuo meus treinamentos no Projeto Tribo de Davi, no bairro Itaipava Central em Blumenau”.
     A luta olímpica teve como palco o Ginásio João Martins, neste sábado, no bairro Areias, em São José. Ainda neste sábado começaram o atletismo, badminton, ciclismo, judô, tênis de mesa e xadrez. Os campeões serão conhecidos neste domingo, 5, último dia das disputas individuais. As demais modalidades coletivas terão início no dia 10. Os campeões do handebol, basquete e voleibol serão conhecidos no domingo, dia 12 de agosto.

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