CED propõe fusão e mais vagas nos estaduais

Das propostas, a mais polêmica é a que trata da fusão dos Joguinhos com a Olesc. Questões econômicas fundamentam a medida.

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Propostas de mudanças no regulamento serão encaminhadas à Fesporte que decidirá a questão até o próximo dia 21. Foto: Júlio Castro/Cifesc

               Fusão de competições e mudanças nos critérios de definição do número de participantes das fases estaduais, entre elas os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), Joguinhos Abertos e Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc) devem ter um novo norte na temporada esportiva de 2017. Plenária do Conselho Estadual de Esporte (CED), realizada na última segunda-feira (31), pontuou quatro propostas que serão analisadas pela equipe técnica da Fesporte que, por sua vez, terá que se manifestar através de sugestões, até o próximo dia 21.

               A primeira proposta defendida pelo CED dá conta da fusão entre os Joguinhos e Olesc. As duas competições são destinadas para atletas praticamente da mesma faixa etária (14 a 18 anos), passando estes atletas a participar apenas dos “Joguinhos”, como é a denominação sugerida. O CED sugere uma adequação às idades respeitando características de cada modalidade. Dentro da competição, acrescenta criar mais de uma categoria baseada nas regras oficiais praticadas no país.

               O  Conselho entende que os Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), na faixa dos 12 a 14, e 15 a 17 anos, já contemplam a comunidade de atletas escolares, sendo desnecessária a Olesc, originalmente para alunos atletas até 16 anos.  Quanto ao futebol (masculino e feminino), que atualmente está presente apenas nos Joguinhos, propõe o CED sua manutenção ou inclusão já que, até então a modalidade não era contemplada na Olesc.

               Em relação a inscrição única para cada evento em caso de desistência, sua causa deve ser apurada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Atualmente não existe cobrança de taxas dos municípios pela inscrição nas competições. O CED defende encaminhamentos necessários a alteração da lei que estabelece cobranças de taxas pelo governo do Estado.

               A terceira proposta encaminhada à Fesporte dá conta do novo sistema de vagas para todas as etapas das competições do calendário. No caso da etapa microrregional, quando numa região o número de representações inscritas for inferior ou igual a 12, não será necessária a realização da etapa microrregional. As etapas regionais passarão a contar com a participação de 12 municípios/representações, incluindo a sede.  Já a distribuição das vagas na etapa microrregional será proporcional ao número de participantes, ou seja, para cada três participantes inscritos, será oferecida uma vaga para a etapa regional.

               Na fase regional vão se classificar 12 equipes para a etapa Estadual num total de 16. As outras quatro serão: os três primeiros colocados na classificação final da respectiva competição do ano anterior, mais o município sede. Este critério, que já vinha sendo adotado na Olesc, agora, conforme proposta do CED, servirá para os “Novos Joguinhos” e o Jasc. A nova formatação é válida para as modalidades coletivas. Individuais (lutas, atletismo, natação, gináscica, etc.) terão seus modelos classificatórios mantidos.

               A quarta proposta dá conta da participação de atletas formados em Santa Catarina. O CED quer reconhecer e regulamentar a categoria de atleta formado em Santa Catarina, permitindo que eles possam participar de eventos sem que sejam considerados transferência externa. Atualmente, atletas que fizeram carreira no Estado, mas que nele não nasceram, para efeito de inscrição, são considerados “estrangeiros”.

               Sobre o aumento de 12 para 16 equipes na fase Estadual das competições, o CED argumenta que a iniciativa proporcionará aos municípios pequenos maiores chances de figurar nas disputas contra os grandes. “Até podem não chegar nas finais de competições, mas o fato de estar entre os mais fortes representará orgulho e o desejo de fazer sempre o melhor nas competições”, afeiçoa a presidente do CED Michele de Souza.

               Os conselheiros se apegam a pesquisa desenvolvida pelo IBGE, em julho de 2016, que revela que 56,27% dos municípios catarinenses (166) estão com população inferior a 10 mil habitantes e que 21% (64) tem menos de 20 mil. 12,54% tem menos de 50 mil; 5% estão na faixa até 100 mil; 2% (12) tem menos de 200 e 500 mil (Jaraguá do Sul, Palhoça, Lages, Balneário Camboriú, Brusque, Tubarão, Florianópolis, Blumenau, São José, Chapecó, Criciúma e Itajaí) e 0,33% está na faixa até 500 mil (Joinville).

               O CED defende a inclusão dos pequenos nas competições como “princípio da gestão pública”, a  valorização profissional daqueles envolvidos na condução das práticas esportivas e ainda a socialização e o desenvolvimento humano de seus participantes.

 

 

 

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