Basquete terá ajuda de custo para participar dos JASC

Federação não quer que caso "Porto União" venha a se repetir nos JASC

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Presidente da FCB Oscar Archer mostrou revolta com o desrespeito com a modalidade feminina nos JASC. Foto: FCB/Lucas Inácio.

            A desistência do time feminino de Porto União, que alegou dificuldades financeiras para participar da última edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), em Lages, fato que culminou com a desclassificação do naipe e consequentemente a não pontuação das demais sete equipes participantes, provocou revolta na administração da Federação Catarinense de Basquetebol (FCB).

                Inconformado, o presidente da FCB, Oscar Archer, anunciou em assembleia geral de sua entidade, no último dia 28, que a FCB, com recursos da Trimania Cap, vai disponibilizar uma ajuda de custo para todas as equipes inscritas na competição que este ano acontece em setembro, em Caçador. Caso venha a se repetir o fato, o basquete feminino poderá ser excluído definitivamente da competição, uma vez que oito é o número mínimo de disputantes.

“É inadmissível essa sacanagem que fizeram com a nossa modalidade, pra não falar em outra coisa. Com todo o suporte que damos ao basquete catarinense, ainda existam atitudes vexatórias como essa. As pessoas precisam entender que nossa modalidade precisa ser tratada com muito respeito”, discursou Oscar Archer, sem antecipar os critérios e valores que serão disponibilizados para as equipes.

Justiça Esportiva

                A desistência de Porto União no torneio de basquete feminino no JASC ganhou a atenção do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SC). Blumenau, que venceu o torneio, não teve seus pontos incluídos na classificação geral dos JASC por decisão administrativa da Fesporte. Se os pontos fossem computados, Blumenau seria a campeã geral, ultrapassando Itajaí, homologada campeã.

                Blumenau entrou com um mandado de garantia pleiteando os pontos, porém os auditores da Comissão Disciplinar e posteriormente os integrantes do Pleno do TJD-SC, entenderam que a iniciativa ocorreu fora do prazo regulamentar que prevê 12 horas posteriores ao congresso técnico da modalidade. Blumenau ainda não decidiu, mas é possível que o município possa recorrer da decisão junto a Justiça Comum após esgotarem todas as instâncias da justiça esportiva.

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